Entendendo a sapiência como a metafísica, quais são as suas causas e seus
princípios? O conhecimento dessa sapiência não é comum a todo homem, por isso
difere do conhecimento sensível, mas é um conhecimento que tem em si todas as
ciências. Não é um conhecimento do particular, mas do universal. Pois busca as
causas de cada ciência e não uma aplicação particular. Para Aristóteles há ciências
e ciências. Umas requerem maior sapiência do que outras. Aquelas são
escolhidas, segundo as palavras do autor, por si mesmas e unicamente pelo
saber; estas são escolhidas por aquilo que delas deriva.
Essas ciências que possuem um maior grau de sapiência são as mais difíceis
por estarem distante das sensações, e são as mais exatas, mais verdadeiras por
estarem mais próximos dos primeiros princípios. Outra característica desse
nivelamento entre as ciências é: os que conseguem chegar mais na profundeza dos
universais, ou seja, os que possuem menos princípios são superiores àqueles que
possuem mais princípios. Pois estes necessitam de princípios ulteriores de si
mesmos, ou seja, buscam princípios de outras ciências; já aquelas são
superiores, pois, ao precisarem de menos princípios, estarão mais próximos do
primeiro universal.
Por isso, logicamente, para Aristóteles, a ciência que mais se aproxima
desse primeiro princípio, que é a metafísica, está mais adapta a ensinar. A
metafísica, chamada de sapiência por Aristóteles, por está mais próximo do
grande universal, é também o que tem um maior grau de cognoscíveis e que
possui, por excelência, um fim em si mesmo. Tanto para Aristóteles, quanto para
Platão, quanto mais conhecimento mais próximo do bem e a metafísica, por si
mesma, é aquela que pode chegar ao sumo bem. O sumo bem é a características de
Deus e este o possui em altíssimo grau, além disso, o sumo bem é a busca da
metafísica, pois aquele não se separa deste na medida em que o primeiro princípio
é a causa do sumo bem. Logo, a metafísica é uma ciência divina e está na base
de todas as outras ciências.
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